Estrutura narrativa: um mapa, não uma regra

Três atos, Jornada do Herói, 15 batidas: quem começa a estudar roteiro logo encontra várias estruturas e a sensação de que existe uma fórmula certa. Não existe. Uma estrutura é um mapa que mostra caminhos já testados. Ela ajuda a enxergar a história inteira, mas quem decide o percurso é você.

O que a estrutura resolve

A estrutura ajuda a responder perguntas que aparecem em quase toda história:

  • Quando a protagonista sai da rotina e por quê?
  • O conflito cresce, ou a história anda em círculos?
  • As viradas mudam mesmo a direção da história?
  • O final responde à pergunta que o começo fez?

Os três atos, em resumo

Ato 1, começo: apresenta o mundo e a protagonista até o acontecimento que muda tudo e a decisão de agir. Ato 2, confronto: os obstáculos crescem, há um ponto médio que muda o jogo e uma crise em que tudo parece perdido. Ato 3, fim: o clímax, em que a protagonista enfrenta a oposição com o que aprendeu, e a resolução, que mostra o mundo transformado.

Quando quebrar a regra

Muitas histórias fortes não seguem a estrutura à risca: começam pelo fim, têm protagonistas coletivos ou viram a expectativa do gênero. O importante é que a escolha seja intencional e que a história continue tendo direção e consequência.

Na Trilha Narrativa, você pode trocar de estrutura sem perder o que escreveu e marcar uma escolha como intencional. O diagnóstico respeita essa marcação e passa a olhar se a escolha funciona dentro da sua proposta.

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